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domingo, janeiro 06, 2013

Dissidia: Final Fantasy

2007 marcou o 20º aniversário da série Final Fantasy. E para comemorar este aniversário, a Square Enix lançou em 2009 um dos spin-offs mais bem sucedidos de todos os tempos.
A guerra entre Chaos, o deus da discórdia, e Cosmos, a deusa da harmonia, encontram-se em guerra pelo domínio do mundo. Cada um dos deuses invoca 10 guerreiros de diferentes dimensões para lutarem entre eles até restar apenas um dos deuses. Mas os guerreiros de Chaos conseguem derrotar facilmente os guerreiros de Cosmo, destruíndo a deusa da harmonia. Cosmos dá então aos seus guerreiros a missão de recuperar 10 cristais, para tentar trazer de novo algum harmonia ao mundo.
Este spin-off da série Final Fantasy distingue-se de maneira bastante óbvia da série mãe. Enquanto a série Final Fantasy é conhecida como um RPG de referência, Dissidia é um jogo de luta, embora incorpore alguns elementos de RPG.
O jogo inclui duas personagens de cada um dos 10 primeiros Final Fantasy, um herói e um vilão. As personagens interagem entre elas, e quando pertencem ao mesmo jogo fazem referências ao jogo a que pertencem, no entanto não há conhecimento da história de um jogo por uma personagem de outro. Algumas das personagens mais facilmente reconhecíveis pelo público são Cecil Harvey (de Final Fantasy IV), Terra Branford (de Final Fantasy VI) Cloud e Sephiroth (de Final Fantasy VII), Squall Leonhart (de Final Fantasy VIII), e Tidus (de Final Fantasy X)
Para além do modo história (que por si inclui diversos modos diferentes) há ainda os comuns modos de jogo de luta, como Quick Battle e Arcade.
O jogo inclui diversos conteúdos desbloqueáveis conforme o jogador vai progredindo no modo história, que podem ser comprados mais tarde com moedas recolhidas no modo história ou no modo Duel Colosseum.
Em 2011 foi lançado Dissidia 012, uma prequela que 5 personagens adicionais e um novo modo história com níveis abertos ao jogador, semelhantes aos níveis presentes nos Final Fantasy originais.
A história de Dissidia foi também usada no jogo Theatrhythm Final Fantasy, um jogo de ritmo lançado para a Nintendo 3DS e iOS.
Dissidia (assim como a sequela Dissidia 012) é um exclusivo PSP.

sábado, dezembro 22, 2012

Prinny: Can I Really Be the Hero?

2009 (2008 no Japão) foi o ano dos conhecidos Prinnies receberem o seu próprio spin-off da série mãe, Disgaea, no 4º spin-off que esta série recebeu.
Etna está furiosa com os seus servos, a sua sobremesa desapareceu e ela quer saber quem lha roubou. Os Prinnies tremem de medo ao dizer que tinham visto a sobremesa desaparecer, mas que pensavam ter sido Etna a levá-la. Furiosa, Etna dá dez horas aos Prinnies para recolherem os ingredientes necessários para fazer a Ultra Sobremesa. Mas Etna não é a malvada que eles pensam, sabendo da instabilidade dos seus servos (que explodem quando sofrem danos) oferece-lhes um lenço mágico que lhes prolonga a estabilidade. No entanto só lhes dá um lenço, o que lhe parece ser suficiente, uma vez que são 100 Prinnies, se um explodir, outro que apanhe o lenço...
Prinny: Can I Really Be the Hero distingue-se completamente da série mãe, uma vez que enquanto esta é um RPG, Prinny é um jogo de plataformas side-scroller em 2D.
O gameplay é intuitivo e semelhante a muitos outros jogos do género, como Sonic, Super Mario, Kirby Adventures, entre outros. A aposta neste tipo de jogo deve-se à plataforma para a qual foi lançado, a Playstation Portable. Embora seja uma portátil com bastante poder a nível gráfico para a época em que foi lançada, a PSP não deixa de ser uma portátil, e este jogo adequa-se perfeitamente ao ecrã desta, dando uma experiência de jogo fantástica e divertida onde quer que estejamos.
Em 2010 foi lançado no Japão uma sequela, que apresenta algumas novidades no gameplay. Infelizmente esta sequela, que chegou aos Estados Unidos em 2011, não foi lançada em Portugal, nem tem data de lançamento prevista.
Não deixem de experimentar este título que nos trás muitas memórias de alguns jogos old-school que todos conhecemos e adoramos.

domingo, outubro 21, 2012

God of War: Chains of Olympus

Em 2008 a Ready at Dawn (especialista em trazer grandes séries da Sony para a sua portátil) decidiu trazer a grande série mitológica da Sony para a PSP, o resultado foi um excelente jogo repleto de acção on the go, o único problema é a longevidade, pois em apenas algumas horas chegamos rapidamente ao fim.
Kratos, o Fantasma de Esparta, é um servo dos deuses do Olimpo. Quando o titã Atlas se liberta da sua cela no submundo e rapta Hélios, o deus do Sol, Kratos fica encarregue de o encontrar e livrar o mundo das trevas trazidas por Morpheus, o deus dos Sonhos. Porém, a escuridão de Morpheus traz consigo uma estranha melodia que enfeitiça Kratos, atormentando-o com as memórias do seu passado. Kratos tem então de lutar não apenas contra as forças que querem corromper o Olimpo mas também com as memórias que o assombram.
Embora esta não seja a primeira entrada da série, Chain of Olympus, é cronologicamente o primeiro jogo da saga, pois passasse antes dos eventos do primeiro jogo, God of War.
God of War é uma daquelas sagas que só devem ser jogadas por fãs, não por falta de qualidade, mas por falta de inovação. Ao jogarmos um God of War passamos a conhecer logo toda a mecânica de jogo, e essa mecânica mantém-se em todos os jogos da série. Isto é bom para os fãs da série que se apaixonaram pelo jogo e assim ao jogarem outro título não sentem a necessidade de se habituar a outro jogo. Mas não é tão bom para os jogadores casuais que apenas jogam por divertimento.
God of War não é um jogo para jogadores casuais, é sim um jogo para jogadores que gostem de jogos com história.
A mecânica de jogo é simples. Começamos o jogo apenas com as duas espadas de Kratos, Blades of Chaos, mas no decorrer do jogo recebemos novas armas e novos poderes. Podemos também usar os globos vermelhos que apanhamos durante o jogo para melhorarmos as armas e poderes. Encontramos alguns puzzles que nos deixam a pensar, e muitas vezes ficamos trancados numa área sem sabermos o que fazer, até que descobrimos que era algo tão simples que até duvidamos que fosse possível.

Disponível para a PSP e PS3 (através da God of War Collection Volume 2, e da God of War Saga) é um jogo a não perder para todos os fãs de mitologia grega e jogos com história.

segunda-feira, outubro 08, 2012

The 3rd Birthday

Com o fim da PSP todos os seus jogos acabam por se tornar autênticos clássicos, especialmente jogos que tenham puxado tanto pela consola com The 3rd Birthday.
Com um design brilhante e um gameplay viciante, The 3rd Birthday, é um dos melhores jogos que alguma vez foram lançados para uma portátil.
Queimando os últimos cartuchos que a PSP nos podia oferecer, em 2011, a Square Enix trouxe-nos mais um excelente trabalho fazendo renascer uma das sagas mais épicas da PSOne, Parasite Eve.
A história começa na véspera de Natal de 2012, diversas entidades conhecidas como Twisted invadem Manhattan trazendo o terror aos que por lá habitam. Gigantes estruturas bio-orgânicas, denominadas de Babel,  fixam-se aos prédios da ilha criando novas criaturas. O jogo leva-nos então até 2013, onde uma equipa de investigação anti twisted (CTI - Counter Twisted Investigation) é formada como forma de combater os twisted. Desta equipa faz parte Aya Brea, uma mulher de quase 40 anos que devido à sua mitocôndria avançada aparenta ter não mais de 25 anos. Aya foi encontrada em 2010, pelos membros que agora formam a CTI, vestindo um vestido de noiva ensanguentado em frente à catedral de St. Thomson. Sem memórias do seu passado, Aya é uma mulher frágil e insegura. Em 2013, a equipa CTI conseguiu criar um dispositivo capaz de levar alguém até ao passado, no entanto, as capacidades desta máquina não estavam disponíveis para o ser humano comum. Heis que aparece Aya, com a sua mitocôndria avançada, ela é a candidata ideal para testar o sistema de Overdive. O espírito de Aya mergulha então para o passado, ocupando os corpos de soldados. E assim começa a batalha contra os twisted.
Uma das grandes ideias na criação deste jogo foi o sistema de Overdive, que nos permite mergulhar de corpo para corpo, desde que haja soldados no campo de batalha. Característica esta que deve ser usada com algum cuidado aproveitando as armas de cada soldado. Mas não é apenas isto que torna The 3rd Birthday um excelente jogo:
 - O regresso de Aya Brea - 11 anos passados após o lançamento de Parasite Eve II, a Square Enix volta a trazer uma personagem mítica dos videojogos;
 - 3 Person Shooter na PSP - O facto de a PSP não possuir um segundo analógico pode assustar muitos fãs de 3PS, mas o modo de lock on acaba por se tornar tão fluido com o resto do gameplay que nem vão notar a falta do segundo analógico;
 - Elementos de RPG - Como a série original (Parasite Eve) ficou marcada por ser um RPG/Survival Horror, The 3rd Birthday incorpora também alguns elementos desse estilo, nomeadamente na evolução da personagem, personalização de armas e até na modificação do ADN de Aya;
 - Elenco brilhante - Com vozes de Yvonne Strahovski (a Sarah de Chuck) e Jensen Ackles (o Dean de Supernatural) nas principais personagens;
 - Banda sonora estonteante - A música é sem dúvida um dos pontos fortes deste jogo, adequando-se perfeitamente a cada situação;
 - Beleza gráfica - É quase inacreditável ver este jogo rodar numa portátil, o grafismo e a quantidade de detalhe posta em cada área é estonteante, algo que apenas a Square Enix conseguiria fazer. Isto não falando nas sequências em FMV, pois essas são o deleite para os olhos.  

Para todos os donos de uma PSP, The 3rd Birthday é um jogo obrigatório a jogar. Embora não seja um jogo oficial na série Parasite Eve, este spin off oferece-nos aquilo que todos os fãs ansiavam, o regresso de Aya Brea.
 
Disponível em exclusivo para a PSP (versão PSN também compatível com PSVita).