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quinta-feira, agosto 07, 2014

Resident Evil Revelations

Em 2012 a Capcom tentou trazer o espírito de survival horror que caracterizou os 4 primeiros jogos da série. No entanto os elementos de acção dos títulos mais recentes também não foram deixados de fora neste que foi um título marcante para a Nintendo 3DS.
Chris desapareceu enquanto procurava informações sobre a Veltro, uma organização terrorista responsável pelo ataque à cidade flutuante de Terragrigia. A BSAA descobre o seu paradeiro algures no mar mediterrâneo e Jill e o seu novo parceiro, Parker, são enviados em para o resgatar. Ao chegarem a um luxuoso barco à deriva no meio do mediterrâneo, Jill e Parker descobrem que há mais por trás do desaparecimento de Chris e desta organização.
Revelations é um jogo do tipo survival horror com alguns elementos de acção, e conta com uma campanha exclusiva em single player. Em grande parte do jogo iremos controlar Jill Valentine, um dos mais conhecidos rostos da série, mas há também 3 outras personagens controláveis, são elas Chris, Parker e Keith.
O jogo foi originalmente concebido como um spin off da série mãe, embora seja canon, uma vez que se passa entre Resident Evil 4 e o DLC Lost in Nightmares de Resident Evil 5.
O jogo desenrola-se como uma série de televisão dividido em capítulos, o que ajuda na mudança de cenários, personagens e linhas de tempo. A história é interessante e encaixa bem com os restantes títulos da série, no entanto consegue ser um pouco confusa devido à quantidade de informação presente nas cutscenes.
O gameplay é semelhante aos presentes nos restantes títulos da série, num estilo terceira pessoa com câmara por cima do ombro. É possível alternar entre terceira e primeira pessoa.
Uma das grandes novidades deste jogo é o regresso de elementos que tornaram os primeiros jogos da séries tão icónicos, a escassez de munição, os puzzles, a exploração, e o sentimento de perigo eminente que se vive ao longo do jogo.
O gameplay com Jill é o melhor de todos os disponíveis no jogo, pois é mais focado na exploração e no survival horror (nas cenas com Chris, Parker e Keith, a munição não é tão escassa). Para desfrutar ainda mais deste espírito de exploração foi introduzida uma nova ferramenta, o Genesis Scanner, que deve ser usado para encontrar itens escondidos no cenário e também para avaliar inimigos.
Os inimigos desta vez não são exactamente zombies, mas sim infectados pelo novo vírus da trama, o T-Abyss. O T-Abyss provoca mutações nos seres vivos que entram em contacto com ele, tornando-os Oozes. Os Oozes são inspirados em criaturas marinhas uma vez que o vírus que os infecta provém das profundezas do oceano. Estão também presentes alguns inimigos já conhecidos da série, como os B.O.W.s Hunters.
Entre as novidades introduzidas no jogo estão também a capacidade de nadar, e a possibilidade de customizar as armas através de peças especiais espalhadas pelo Queen Zenobia, o navio que serve de palco principal da trama.
O jogo conta ainda com um novo modo, o modo Raid, focado no combate e que conta com um modo multiplayer. No modo Raid iremos visitar alguns dos cenários do jogo derrotando criaturas para ganhar pontos.
O sucesso do jogo fez com que a Capcom o adicionasse à história principal da série, e fez também com que um port para as consolas de sala e PC fosse lançado em 2013, com novos inimigos, nova colocação de inimigos e itens, e um novo nível de dificuldade.
Resident Evil Revelations é um título a não perder para todos aqueles que sentem que a série perdeu o seu encanto. Não se irão desiludir.
Disponível para Nintendo 3DS (aconselha-se a utilização do periférico circle pad), X-Box 360, Wii U, Playstation 3 e PC.

quinta-feira, dezembro 12, 2013

Resident Evil 6

Aquele que prometia ser o título mais ambicioso da Capcom trouxe-nos um regresso às origens da série.
Um novo vírus, o C-Virus, é espalhado. O presidente dos Estados Unidos da América está morto e a área de infecção do vírus ameaça alastrar-se ao mundo inteiro. Cabe a Leon S. Kennedy, Chris Redfield e Jake Muller travar a epidemia. Serão eles capazes de o fazer?
Resident Evil 6 foi buscar aos primórdios da série aquilo que a tornou única: Zombies.
Dividido em 4 campanhas individuais que se interligam entre si, este jogo traz diferentes abordagens de gameplay, procurando atrair diferentes tipos de jogadores.
As três principais campanhas são as de Leon e Helena, Chris e Piers, e Jake e Sherry, que correspondem a Survival Horror, Action Horror e Shoot & Run, respectivamente.Adicionalmente temos também uma outra campanha, a de Ada Wong, que inicialmente apenas era desbloqueada após completar as restantes, no entanto após o lançamento de um patch gratuito pela Capcom, esta campanha passou a estar disponível desde início. Uma campanha baseada numa abordagem mais Stealth.
Embora tenha sido criticado por não oferecer a abordagem "survival horror" dos primeiros jogos da série, Resident Evil 6, é uma homenagem a esses mesmos jogos, quer na escolha das personagens presentes, quer no próprio ambiente do jogo. Por momentos, ao jogar a campanha de Leon somos recordados com um sentimento nostálgico de Racoon City de Resident Evil 2 e Resident Evil 3: Nemesis.
Embora todas as campanhas sejam importantes, há que notar duas que se destacam: a de Leon e a de Ada, duas das personagens mais emblemáticas da série (graças a Resident Evil 4).
O gameplay é bastante fluido e, ao contrário do que me costuma acontecer com jogos deste tipo, não fiquei nem uma única vez frustrado com o modo de combate. Penso que a possibilidade de escolher entre usar uma mira comum ou o rasto de laser ajuda bastante pessoas que, como eu, não têm grande coordenação nos polegares.
Os puzzles, especialmente os presentes na campanha de Ada, são realmente estupendos e puxam imenso pela cabeça do jogador criando um equilíbrio no jogo entre combate e exploração.
No entanto, este jogo apresenta também alguns problemas, nomeadamente a nível gráfico. Embora os gráficos sejam soberbos, é possível ver algumas pequenas quebras no framerate e alguns freezes momentâneos, porém, nada que impeça a jogabilidade ou que deixe o jogador frustrado. É também possível notar algumas falhas nos modelos e nas texturas. Ainda assim é um excelente jogo e, claro, uma fantástica entrada nesta série que já conta com 17 anos de existência.
Resident Evil 6 está disponível para Playstation 3, XBox 360 e PC.

quinta-feira, dezembro 20, 2012

Catherine

Com Catherine, a Atlus Persona Team desviou-se da sua zona de conforto (os RPG) fazendo um fantástico jogo de puzzle em plataformas com alguns elementos de terror psicológico.
Vincent é um homem de 30 anos que é apressado pela sua namorada Katherine a pedi-la em casamento. Enquanto Vincent questiona se deve ou não pedir Katherine em casamento, uma jovem rapariga chamada Catherine aparece na sua vida. Catherine corresponde a todas as fantasias de Vincent e os dois acabam por se envolver. A partir do dia em que conhece Catherine, Vincent começa a ter sonhos recorrentes em que ele e mais homens que aparecem uns aos outros como carneiros, têm de trepar uma torre enfrentando diversos perigos. Segundo alguns dos carneiros, quando alguém cai dessa torre tem de acordar antes de embater no chão, ou morrerá na vida real. Vincent começa a ligar estes pesadelos à vaga de mortes subitas que têm acontecido nos ultimos tempos. Enquanto Vincent tenta sobreviver durante a noite aos perigos que o assombram nos pesadelos, durante o dia enfrenta o problema da infelidade para com Katherine e Catherine, especialmente após começar a receber chamadas de um homem chamado Steve que diz ser namorado de Katherine/Catherine, no entanto a descrição não corresponde a nenhuma das namoradas de Vincent. Vincent tem de descobrir o que significam os pesadelos e escolher entre as duas namoradas, antes que seja tarde de mais.
O gameplay de Chaterine é bastante simples, grande parte do jogo é apenas sequencias de animação em anime. Os níveis realmente jogáveis são 28, mas todos têm uma mecânica semelhante, o jogador deve puxar e empurrar blocos para trepar a torre e chegar às zonas seguras.
Compensando este gameplay demasiado simples e que, realmente, não vale o dinheiro do jogo, Catherine brinda-nos com a excelente história que por si só vale completamente todos os cêntimos que possamos gastar neste jogo. Temos ainda a possibilidade de ouvir temas de outros jogos conhecidos da Atlus, como a série Persona.
Disponível para Playstation 3 e X-Box360, Catherine é um excelente jogo para os fãs de cultura japonesa.

quarta-feira, dezembro 05, 2012

Ingress

Este novo jogo da Google encontra-se ainda em fase beta, mas promete conquistar os donos de androids por todo o mundo.
Uma misteriosa energia foi descoberta por uma equipa de cientistas europeus. A origem desta energia é desconhecida, mas o seu poder cresce a olhos vistos, e se não a controlamos poderemos ser controlados por ela. Surgem então dois grupos, os Iluminados, que procuram abraçar a energia e obter todo o conhecimento que ela nos pode trazer, e a Resistência, um grupo que procura lutar contra esta energia antes que ela tome conta da humanidade. A luta pelo nosso mundo começa agora.
Ingress é um dos primeiros MMORPG de realidade aumentada criados. Este jogo, disponível para telemóveis, tablets, e leitores de multimédia com sistema operativo Android, promete transformar completamente a vida dos seus jogadores. No início teremos de escolher se queremos fazer parte dos Iluminados ou da Resistência, e isto irá afectar o desenrolar da nossa experiência. O jogo usa a localização GPS fornecida pelo dispositivo android para identificar "portais" (normalmente localizados em monumentos) onde teremos de analisar a energia, ou destruí-la.
Ingress está disponível apenas por convite (que podemos pedir em Ingress) pois ainda se encontra em fase beta, mas brevemente deverá estar disponível para qualquer utilizador. A aplicação é gratuita, tem 22mb, e está disponível na Google Play Store para todos os dispositivos com Android 2.3 ou superior.


quinta-feira, outubro 25, 2012

Lollipop Chainsaw

Está oficialmente aberta a semana especial Halloween!
E começamos logo com o fantástico Lollipop Chainsaw, um jogo de Junho deste ano que chamou imenso à atenção no mundo dos video jogos.
Lollipop Chainsaw conta a história de Juliet Starling, uma jovem cheerleader que na manhã do seu 18º aniversário acorda para se deparar com um terrível apocalipse zombie. Mas sem problema! Juliet descende de uma longa linhagem de caçadores de zombies, e armada com a sua moto-serra decide dar inicio à sua caçada na tentativa de encontrar a salvo o seu namorado Nick.
Acontece que Nick foi mordido, mas Juliet tem um plano: Corta a cabeça ao namorado com a sua moto-serra e através de um encantamento consegue trazer de volta à vida a cabeça de Nick, que prende ao seu cinto para a acompanhar. Juliet descobre então que para acabar de uma vez por todas com os zombies ela tem de derrotar os cinco demónios do submundo. Este vai ser o melhor aniversário de sempre!
Lollipop Chainsaw tem um visual infantil e feminino, com imensas cores, corações, o típico jogo de gaja, até que aparecem os zombies! O jogo é uma verdadeira chacina de zombies ao longo da cidade Natal de Juliet!
A família de Juliet oferece-lhe várias prendas ao longo dos níveis, mas numa família de caçadores de zombies, as prendas não são propriamente comuns, são na verdade upgrades para sua potentíssima moto-serra, o que vem mesmo a calhar uma vez que ela se encontra a meio de um apocalipse zombie.
Os gráficos são soberbos, com um toque cell-shading (semelhante a títulos como Afro Samurai, Okami e Prince of Persia) que dá todo um ar de banda desenhada ao jogo.
Disponível para a PS3 e a X-Box360, Lollipop Chainsaw, é um título imprescindível para os fãs de zombies!

P.S. - Para os mais curioso, sim, é possível desbloquear diferentes fatiotas para a "nossa" Juliet