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domingo, dezembro 23, 2012

Shin Megami Tensei: Persona 3

2008 foi o ano de recebermos o aclamado RPG que já à dois anos fazia furor no Japão, Persona 3, da Atlus, é tido por muitos como o RPG mais revolucionário dos ultimos anos.
Tudo começa quando uma noite o nosso protagonista (cujo nome será escolhido por nós) chega à sua nova cidade, e no trajecto da estação ao dormitório encontra as ruas repletas de caixões. Como se isso não fosse assustador o suficiente, ao chegar ao dormitório tem ainda um encontro com um misterioso rapaz que lhe dá a assinar um contracto. Após assinar o contracto, o rapaz desaparece e aparece uma das moradoras do dormitório, Yukari Takeba, que recebe o protagonista e o leva ao seu quarto. No dia seguinte o protagonista conhece os outra moradora do dormitório, Mitsuru Kiriju e também Shuji Ikutsuki o responsável pelo dormitório. Uma noite, Akihiko Sanada, outro dos moradores do dormitório, entra no edifício avisando que estava a ser perseguido por um monstro. Yukari corre até ao quarto do protagonista acordando-o. Juntos fogem para o cimo do edifício onde um gigantesco monstro os ataca, Yukari tenta invocar o seu Persona, mas não consegue e desmaia. O protagonista, assustado, ao ver o invocador de Yukiko no chão pega-lhe e imita os gestos que Yukiko tentou fazer, invocando o seu Persona. Após invocar derrotar o monstro, o protagonista desmaia, e é transportado para um estranho local chamado O Quarto de Veludo, onde um estranho homem chamado Igor e a sua assistente Elizabeth lhe explicam o funcionamento dos Personas. O protagonista acorda mais tarde na enfermaria do dormitório onde descobre que os moradores fazem todos parte do grupo SEES (Specialized Extracurricular Execution Squad) um grupo de alunos especiais capazes de controlar Personas e combater Sombras, monstros como o que os tinha atacado. É também revelado que entre dois dias existe uma hora especial, a Hora Negra, onde os humanos comuns se tornam caixões e as Sombras vagueiam pela cidade. O protagonista junta-se então ao SEES e passa também a combater as Sombras que se escondem no Tartarus, um enorme edifício que aparece durante a Hora Negra na escola.
A série Persona surgiu em 1996 como um spin off da série Shin Megami Tensei, e rapidamente se tornou um dos RPGs mais inovadores de sempre. O elenco de jovens adolescentes, e a mistura de vida social em estilo novela gráfica e combates por turnos tornava o gameplay desta série único e excepcional, fazendo-o sobressair-se entre todos os outros J-RPG's lançados no mesmo ano. Persona 3 marcou um novo capítulo da série, este terceiro jogo deu uma maior visibilidade à série na Europa e deu-lhe um lugar de destaque junto a outros RPGs de referência, como Final Fantasy, Parasite Eve, entre outros.
Este jogo aposta muito na vida social do protagonista, quantos mais laços criar com os amigos, colegas, entre outros, mais fortes se tornarão os seus Personas.
Um ano depois do lançamento deste jogo foi lançada uma edição especial, Persona 3 FES (diminutivo da palavra festival) que adicionava um novo capítulo à história principal do jogo.
Dois anos depois do lançamento desta edição especial foi lançado Persona 3 Portable, uma nova edição do jogo original (sem o capítulo introduzido em Persona 3 FES) com a introdução de um protagonista feminino (o jogador decide ao início se quer o protagonista masculino ou feminino), com diversas diferenças e novidades entre o gameplay do protagonista masculino e do feminino.
Este jogo, tal como todos os RPGs, são bastante imersivos e vão entreter ojogador durante diversas semanas (o gameplay do jogo original leva em torno de 100h a ser acabado, e o capítulo introduzido em FES adiciona mais 30h de jogo).
O sucesso deste jogo levou a uma adaptação em manga, um anime passado 10 após os eventos do jogo, e diversos dramas de rádio baseados em Persona 3 e FES. Brevemente será lançado também um filme anime.
Persona 3 é a quarta entrada na série Persona, seguindo os passos de Persona, Persona 2: Innocent Sin e Persona 2: Eternal Punishment, e foi seguido por Persona 4.
Persona 3 e o add on Persona 3 FES são exclusivos para a Playstation 2, existindo ainda a versão Persona 3 Portable para a PSP.

segunda-feira, novembro 19, 2012

Prince of Persia

Fugindo drasticamente da conhecida trilogia das Areias do Tempo, Prince of Persia de 2008 trouxe-nos um novo príncipe, uma nova história, e um excelente jogo.
Um aventureiro (cujo nome não nos é revelado) perde-se no meio de uma tempestade de areia e acaba por cair no meio de uma guerra entre deuses. Após a queda encontra Elika, uma jovem que foge dos guardas locais. Elika revela que é filha do rei, e que o seu pai fez um pacto com Ahriman, um poderoso deus que corrompeu o reino e pretende libertar-se da sua prisão. Cabe ao nosso protagonista ajudar Elika a limpar a corrupção e a prender Ahriman de uma vez por todas.
A UbiSoft aproveitou a fama que a saga tinha conseguido com a trilogia das areias do tempo para arriscar um pouco mais e fazer um reboot à saga. Inspirando-se no Zoroastrismo (uma religião comum na antiga persa) este jogo altera completamente a história conhecida até ao momento mantendo apenas um denominador comum: a Pérsia.
Os conhecidos poderes das areias do tempo não estão presentes neste jogo, mas foram substituídos pela magia de Elika. Elika é capaz de se teletransportar, disparar projeteis contra os inimigos, voar, quebrar as leis da física, e muito mais coisas.
As tradicionais adaga do tempo foi substituída por uma enorme espada que acompanha Prince durante a sua jornada. Foi também adicionada uma luva com garras metálicas que para além de ser usada no combate é também usada para deslizar ao longo das paredes.
O sistema de combate foi completamente alterado, cada inimigo em Prince of Persia é como um mini boss e teremos de o derrotar individualmente para prosseguir com a história. Existem muito poucos inimigos combatíveis no jogo (são apenas 7 inimigos diferentes) e o combate funciona por combos. Devemos usar as nossas 4 capacidades, espada, garra, acrobacias e a magia de Elika, para derrotarmos cada inimigo formando combos cada vez mais fortes e capazes de derrotar o poderoso exército de Ahriman. Embora haja poucos inimigos diferentes, iremos combater cada um deles diversas vezes.
Para além do combate, o gameplay aposta numa vertente exploratória, após limparmos cada área da corrupção de Ahriman e dos seus servos, serão espalhadas sementes de luz, que devemos apanhar para evoluir as capacidades de Elika e aprisionar Ahriman.
O jogo funciona num mundo aberto no qual podemos viajar livremente, completando as diferentes áreas conforme nos apetece (desde que tenhamos desbloqueado as capacidades para tal).
A nível gráfico, o jogo aposta num tom cell shading semelhante a Afro Samurai e Ōkami que torna o visual e a história muito mais belos. No início o mundo repleto de cores vivas é coberto pelas trevas da corrupção, mas ao limparmos as áreas da corrupção estas vão recuperando a cor e vida do início.
Prince of Persia está disponível para PC, Mac OS, Playstation 3 e X-Box360, e é um grande título a não perder.

domingo, novembro 04, 2012

Lego Indiana Jones: The Original Adventures

Em 2008 a Traveller's Tales decidiu continuar com as suas aclamadas adaptações de filmes em Lego, desta vez com outro sucesso de George Lucas - Indiana Jones.
O jogo segue a história dos 3 primeiros filmes, porém com uma vertente mais cómica e infantilizada. Cada filme está dividido em 6 níveis nos quais visitamos alguns dos locais conhecidos da saga. Este é o primeiro jogo que retrata os filmes da série, uma vez que os anteriores jogos de Indiana Jones tinham histórias originais.
O jogo tem um gameplay muito semelhante a Lego Star Wars, com algumas diferenças nos puzzles, mini jogos, e, como é óbvio, nas armas.
Ao todo o jogo tem 82 personagens jogáveis. Algumas são desbloqueadas com o progresso do jogo outras para além de ser desbloqueadas têm também de ser compradas na hub. A hub neste jogo é a conhecida Barnett College, onde Indy dá aulas.
O jogo está dividido em duas vertentes - o modo história e o modo free play. O modo história é linear, seguimos um filme completo do início ao fim (isto não quer dizer que a meio do primeiro filme não nos fartemos e mudemos para o próximo) com as personagens que aparecem nesse filme nessa determinada cena.
O modo free play é conseguido depois de se terminar o modo história e é focado na exploração. Após terminarmos um nível desbloqueamos o modo free play, este modo é essencial para quem quer todos os extras. No modo free play podemos escolher uma personagem com a qual queremos jogar e ser-nos-hão designadas 5 outras personagens que formam uma equipa. Cada personagem tem a sua própria categoria e serão necessárias personagens das 5 categorias (que são automaticamente atribuídas à equipa) para coletarmos todos os extras. Por exeplo, os personagens femininos saltam mais alto, e os personagens mais jovens conseguem passar por pequenas aberturas no cenário, entre outros. Algumas categorias são identificáveis por objetos que utilizam na resolução de puzzles, estes objetos podem ser por vezes encontrados durante o nível, desde que sejam necessários para a progressão no nível.
Um ano depois foi lançada uma sequela que não foi tão bem recebida como o jogo anterior. Lego Indiana Jones 2: The Adventure Continues focava-se especialmente no 4º filme da saga revisitando também os filmes anteriores. A má receção deve-se ao facto de ser um pouco repetitivo, os controlos não serem fluídos, alguns bugs que impediam a progressão na história, e uma hub confusa e que não deixava claro onde começar o modo história.
Lego Indiana Jones: The Original Adventures é uma entrada fantástica nas adaptações de Lego, disponível para Nintendo DS, PC, Mac, Playstation 2, Playstation 3, PSP, Wii e X-Box360.

domingo, outubro 21, 2012

God of War: Chains of Olympus

Em 2008 a Ready at Dawn (especialista em trazer grandes séries da Sony para a sua portátil) decidiu trazer a grande série mitológica da Sony para a PSP, o resultado foi um excelente jogo repleto de acção on the go, o único problema é a longevidade, pois em apenas algumas horas chegamos rapidamente ao fim.
Kratos, o Fantasma de Esparta, é um servo dos deuses do Olimpo. Quando o titã Atlas se liberta da sua cela no submundo e rapta Hélios, o deus do Sol, Kratos fica encarregue de o encontrar e livrar o mundo das trevas trazidas por Morpheus, o deus dos Sonhos. Porém, a escuridão de Morpheus traz consigo uma estranha melodia que enfeitiça Kratos, atormentando-o com as memórias do seu passado. Kratos tem então de lutar não apenas contra as forças que querem corromper o Olimpo mas também com as memórias que o assombram.
Embora esta não seja a primeira entrada da série, Chain of Olympus, é cronologicamente o primeiro jogo da saga, pois passasse antes dos eventos do primeiro jogo, God of War.
God of War é uma daquelas sagas que só devem ser jogadas por fãs, não por falta de qualidade, mas por falta de inovação. Ao jogarmos um God of War passamos a conhecer logo toda a mecânica de jogo, e essa mecânica mantém-se em todos os jogos da série. Isto é bom para os fãs da série que se apaixonaram pelo jogo e assim ao jogarem outro título não sentem a necessidade de se habituar a outro jogo. Mas não é tão bom para os jogadores casuais que apenas jogam por divertimento.
God of War não é um jogo para jogadores casuais, é sim um jogo para jogadores que gostem de jogos com história.
A mecânica de jogo é simples. Começamos o jogo apenas com as duas espadas de Kratos, Blades of Chaos, mas no decorrer do jogo recebemos novas armas e novos poderes. Podemos também usar os globos vermelhos que apanhamos durante o jogo para melhorarmos as armas e poderes. Encontramos alguns puzzles que nos deixam a pensar, e muitas vezes ficamos trancados numa área sem sabermos o que fazer, até que descobrimos que era algo tão simples que até duvidamos que fosse possível.

Disponível para a PSP e PS3 (através da God of War Collection Volume 2, e da God of War Saga) é um jogo a não perder para todos os fãs de mitologia grega e jogos com história.