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segunda-feira, dezembro 10, 2012

Alan Wake

Inspirado pelos thrillers do famoso Stephen King, Alan Wake é um thriller psicológico que nos fará repensar o medo do escuro.
Após um horrível pesadelo em que era perseguido por um homem armado com um machado e rodeado por uma aura negra, Alan Wake, um famoso escrito de thrillers, acorda no seu carro junto com a sua mulher Alice num ferry que os leva para a ilha de Bright Falls. Ao chegar Alan tem um encontro com uma misteriosa mulher que lhe dá a chave da cabana onde ele e Alice iriam passar as suas férias. Ao chegarem à cabana, Alan liga o gerador acendendo as luzes, pois Alice sofre de nychtophobia, o medo irracional do escuro. Alice surpreende Alan montando uma máquina de escrever no escritório da cabana, incentivando-o a escrever depois do seu bloqueio inspiracional. Alan discute com Alice e sai para a rua deixando-a sozinha na cabana, mas assim que chega à ponte que ligava a pequena ilha onde a cabana se encontrava à ilha principal, Alan, ouvi os gritos de Alice e vê as luzes da cabana a apagar. Alan segue os gritos de Alice, mas ao entrar na cabana descobre que esta foi arrastada por algo e atirada ao mar. Decidido a salvar a sua mulher, Alan salta para a água atrás dela.
Uma semana depois, Alan acorda dentro do seu carro sem se lembrar de nada desde que se atirou à água. Enquanto procura ajuda, Alan descobre que o seu sonho está a ganhar vida, ao mesmo tempo que encontra misteriosas páginas de um livro que não se lembra de escrever. Alan tem que desvendar o mistério de Bright Falls e salvar Alice.
Alan Wake procura inspiração noutros jogos como ObsCure, Silent Hill e Alone in the Dark entregando ao jogador um gameplay focado na exploração e combate. O jogo divide-se em capítulos (semelhante ao que anteriormente tinha sido feito com Alone in the Dark, em 2008) tornando-o uma espécie de série de TV interactiva.
Apesar de ter bastantes elementos e história de Survival Horror, Alan Wake, é na verdade um Third Person Shooter. O personagem principal, Alan, esncontra-se armado com uma lanterna e uma arma de fogo (há diversas ao longo do jogo, como revólver, rifle, ou até mesmo a poderosa arma de flares) que servem para derrotar os inimigos. A luz é uma parte essencial no jogo e têm um papel muito semelhante ao que tinha em ObsCure. Os inimigos encontram-se cobertos por uma aura negra e a luz deve ser usada para destruir essa aura, antes de disparar-mos contra eles (a arma de flares dispensa a utilização de lanternas, pois os próprios disparos produzem luz que elimina a aura, no entanto as munições para esta arma são escassas). A luz desempenha também um papel de "ponto seguro" onde o jogador após acender um candeeiro de rua ou um holofote cria um safe haven, um local onde regenera a vida e está livre de ataques por parte dos inimigos.
O jogo inclui ainda diversos coleccionavéis, no entanto a maioria deste apenas serve para desbloquear achievements no sistema X-Box Live.
Para além do jogo principal foram ainda lançadas mais dois capítulos exclusivos DLC, The Signal e The Writer, que em conjunto com os seis capítulos do jogo principal e os seis episódios da série online de live-action Bright Falls completam a Season 1 de Alan Wake.
Em Fevereiro de 2012 foi lançada um sequela DLC individual e não directa a este jogo, intitulada Alan Wake's American Nightmare, para PC e X-Box360.
Alan Wake é um excelente jogo, com grande inspiração nas histórias de Stephen King (a quem faz várias referências ao longo do jogo) disponível originalmente para X-Box360, tendo sido lançado em Março deste ano um port para PC.

domingo, novembro 25, 2012

Epic Mickey

Em 2010 a Disney decidiu dar mais notoriedade à sua personagem principal trazendo-o numa aventura épica.
Após ler o clássico Alice do outro lado do Espelho, de Lewis Carroll, Mickey descobre que o seu espelho do quarto é uma passagem para a oficina do poderoso feiticeiro Yen Sid. Mickey observa enquanto Yen Sid usa o seu pincel mágico para pintar uma terra de fantasia. Após Yen Sid sair da sua oficina, o curioso Mickey aventura-se a experimentar o pincel mágico, mas acaba por criar um terrível monstro. Mickey tenta apagar o monstro com diluente, mas acaba por derramar o frasco em cima do reino criado por Yen Sid. Assustado, Mickey foge da oficina através do espelho, e esquece-se do incidente. Após anos de fama, Mickey é confrontado com o monstro que criou anos atrás que o arrasta até ao mundo criado por Yen Sid. Ao chegar à terra dos esquecidos Mickey descobre que o monstro por ele criado se aliou a um cientista louco e que planeiam roubar o coração de Mickey para fugir daquele mundo. Cabe a Mickey usar o pincel de Yen Sid para reconstruir a terra dos esquecidos e salvar todos os seus habitantes.
Epic Mickey é um jogo não linear no qual as atitudes do jogador vão afetar o desenrolar da história.
Mickey está armado com o pincel de Yen Sid que pode ser usado para pintar secções desaparecidas ou para diluir secções desnecessárias.
Há também várias missões extra paralelas à história principal, que o jogador poderá ou não completar.
O jogo têm a vertente aventura com alguns elementos de RPG, no entanto é um jogo de plataformas. Existe também uma vertente de combate, no entanto esta não se enquadra bem com o restante gameplay, o que pode ter influênciado um pouco as fracas reviews que o jogo recebeu.
É um exclusivo Nintendo Wii que aproveita as funcionalidades do Wii Remote usando-o como o pincel de Yen Sid (uma das edições especiais contava com uma capa para o Nunchuck em forma de pincel)
O jogo é baseado nos parques de diversões da Walt Disney, e conta com diversas personagens "esquecidas" do universo Disney que conseguiram com este jogo ganhar algum "tempo de antena".
Embora não seja um jogo completamente bem conseguido graças à vertente de combate, é um excelente jogo de plataformas, indispensável para qualquer fã Disney.
Em exclusivo para a Nintendo Wii.

quinta-feira, novembro 08, 2012

Bayonetta

Bayonetta é um jogo de 2010 (embora tenha sido lançado em 2009 no Japão) publicado pela SEGA que, embora tenha uma grande legião de fãs, passou despercebido em Portugal.
Durante anos, os dois clãs Umbra Witches e Lumen Sages viveram em harmonia, até a regra que mantinha esta harmonia ter sido quebrada. Uma criança filha de uma Umbra Witch e de um Lumen Sage nasceu. A harmonia foi quebrada e uma guerra iniciada. As Umbra Witches, juntamente com os demónios de Inferno conseguiram derrotar os Lumen Sages, todos menos um, Balder. Balder conseguiu convencer os humanos a caçar as bruxas. Todas as Umbra Witches foram dizimadas, restando apenas Jeanne e Bayonetta. Durante esta guerra Bayonetta esteve adormecida no fundo de um lago, mas devido a um pequeno acidente ela acaba por despertar do seu cativeiro depois de 500 anos. Sem memórias do seu passado, Bayonetta apenas se recorda que é uma bruxa e que deve encontrar os olhos do mundo. Segundo Enzo, um informador e amigo de Bayonetta, os olhos do mundo encontram-se na fictícia cidade europeia de Vigrid. Ao chegar a Vigrid, Bayonetta descobre que a sua tarefa será mais difícil do que pensava pois os anjos de Paradiso, antigos aliados dos Lumen Sages, farão de tudo para a deter.
Bayonetta é um hack and slash indicado para todos os jogadores devido à sua simplicidade de gameplay. O jogo tem combos simples e pode ser jogado tanto por um jogador que se limita a carregar em todos os botões como por jogadores que gostam de planear as suas jogadas de maneira a obter a maior pontuação possível.
O mais interessante de Bayonetta é o seu design. Bayonetta foi desenhada de maneira a ser uma bruxa moderna, o seu penteado em colmeia substitui os típicos chapéus pontiagudos. O penteado e fato da personagem não servem apenas para dar um ar mais atraente a Bayonetta, mas são também parte importante da história, o cabelo é a fonte de poder de Bayonetta, o seu fato justo é uma extensão do seu cabelo pelo corpo, e por vezes, em ataques de magia, o fato é reduzido de maneira a soltar mais cabelo para o ataque.
Para além dos ataques mágicos que envolvem o cabelo, as armas são uma parte importante do jogo, e Bayonetta tem diversas armas. Bayonetta consegue transportar não duas, mas 4 armas de cada vez, sendo que duas estão amarradas aos seus pés. A utilização das armas faz dos combates uma verdadeira dança. As 4 armas principais de Bayonetta são as pistolas Scarborough Fair, baseadas num conhecido poema popular britânico. Às 4 pistolas foram atribuídos os nomes Salsa, Sálvia, Rosmaninho e Tomilho, 4 ervas mencionadas no poema. No entanto muitas outras armas são disponíveis para compra nas portas do inferno.
O jogo tem ainda a possibilidade de partilhar o nosso high score com outros jogadores online, o que nos faz querer voltar a jogá-lo para melhorar cada vez mais a nossa pontuação.
Bayonetta não ficou muito conhecido em Portugal, mesmo sendo dos mesmos criadores de Devil May Cry, jogo com qual partilha diversas características, no entanto a sua mitologia própria gerou uma grande comunidade de fãs.
Em Setembro passado foi anunciada a sequela, Bayonetta 2, um exclusivo para a nova consola da Nintendo, a Wii U.
Embora tenha sido lançado para X-Box360 e Playstation 3 em simultâneo, o jogo foi desenvolvido para X-Box360 sendo depois portado para PS3, isto faz com que a versão PS3 tenha algumas falhas na framerate, tempos de loading, etc. que não se encontram na versão X-Box360.

sábado, novembro 03, 2012

Dante's Inferno

Apesar de não ser o tipo de pessoa que jogue o que os outros me indicam, ontem decidi testar este jogo após ter visto numa crítica que era um dos jogos mais subestimados dos últimos anos. E não me arrependi.
Baseado em Inferno, a primeira parte da Divina Comédia de Dante Alighieri, Dante's Inferno conta a história de Dante, um guerreiro templar que após regressar a casa da Terceira Cruzada vê a sua amada Beatrice ser levada por Lucifer para as profundezas do Inferno. Incapaz de aceitar perder assim o amor da sua vida, Dante desce também ele ao inferno para resgatar Beatrice. Dante atravessa assim os 9 círculos do Inferno: o Limbo, a Luxúria, a Gula, a Ganância, a Ira, a Heresia, a Violência, a Fraude e a Traição. Dante deve derrotar os guardiões de cada um dos nove círculos até enfrentar Lúcifer pela alma de Beatrice.
Pedaços da história são contados através das ilustrações na tapeçaria que Dante traz cosida ao peito, como penitência pelos pecados que cometeu.
Dante's Inferno não foi bem recebido pelos jogadores pois a sua jogabilidade é copy -paste de God of War. No entanto, se considerarmos que muitos jogadores compram todos os títulos de God of War e apenas o que muda é a história, porquê não dar também uma hipótese a Dante's Inferno? Apesar de ter algumas falhas no gameplay (especialmente em zonas com quick time event em que temos de pressionar os botões a um determinado ritmo que não nos é bem indicado logo de início, mas que rapidamente se aprende) Dante's Inferno consegue trazer-nos uma história brilhante, com algumas alterações ao poema de Alighieri mas que se mantém bastante fiel à sua essência.
Cada círculo é povoado por diversas almas que Dante pode condenar ou absolver. Para isto Dante possui a foice da Morte (que enfrentamos logo no início do jogo) e a cruz que Breatice lhe deu como prova do seu amor.
O fantástico deste jogo é que em diversos locais podemos encontrar as personagens do poema à espera da sua condenação ou absolvição. E é-nos apresentado a história da personagem em questão e deixado ao nosso critério de as queremos absolver ou condenar, sendo que será necessário fazer os dois para evoluir as duas vertentes de Dante.
O gameplay é realmente igual a God of War desde a magnificência dos cenários, os planos de câmara, a mecânica dos ataques, até a própria maneira como o personagem se movimenta. No entanto eu não considero isto um ponto negativo. Quantas vezes abandonamos um bom jogo por um gameplay deficiente? A Visceral Games limitou-se a pegar num gameplay e que funciona e que têm agradado aos jogadores e usou-o para contar a sua história. Isto tinha sido feito diversas vezes e agradado aos jogadores, por exemplo com Tomb Raider e Uncharted, Devil May Cry e Bayonetta, entre muitos outros.
Quem nunca estava a jogar o já o seu terceiro ou quarto título de God of War e pensou que já estava na altura de fazer um upgrade à história da Grécia antiga? É precisamente isto que Dante's Inferno faz, ele pega em God of War, com todo o seu explendor, e transporta-o para uma era medieval misturando-o um pouco com Devil May Cry.
Para quem ainda se encontra relutante quanto a este jogo (não vos condeno, eu próprio tinha as minhas dúvidas) aconselho vivamente a experimentar este jogo, se gostaram de God of War é impossível não gostarem deste título.
Disponível para Playstation 3, X-Box360 e PSP.