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quinta-feira, dezembro 12, 2013

Resident Evil 6

Aquele que prometia ser o título mais ambicioso da Capcom trouxe-nos um regresso às origens da série.
Um novo vírus, o C-Virus, é espalhado. O presidente dos Estados Unidos da América está morto e a área de infecção do vírus ameaça alastrar-se ao mundo inteiro. Cabe a Leon S. Kennedy, Chris Redfield e Jake Muller travar a epidemia. Serão eles capazes de o fazer?
Resident Evil 6 foi buscar aos primórdios da série aquilo que a tornou única: Zombies.
Dividido em 4 campanhas individuais que se interligam entre si, este jogo traz diferentes abordagens de gameplay, procurando atrair diferentes tipos de jogadores.
As três principais campanhas são as de Leon e Helena, Chris e Piers, e Jake e Sherry, que correspondem a Survival Horror, Action Horror e Shoot & Run, respectivamente.Adicionalmente temos também uma outra campanha, a de Ada Wong, que inicialmente apenas era desbloqueada após completar as restantes, no entanto após o lançamento de um patch gratuito pela Capcom, esta campanha passou a estar disponível desde início. Uma campanha baseada numa abordagem mais Stealth.
Embora tenha sido criticado por não oferecer a abordagem "survival horror" dos primeiros jogos da série, Resident Evil 6, é uma homenagem a esses mesmos jogos, quer na escolha das personagens presentes, quer no próprio ambiente do jogo. Por momentos, ao jogar a campanha de Leon somos recordados com um sentimento nostálgico de Racoon City de Resident Evil 2 e Resident Evil 3: Nemesis.
Embora todas as campanhas sejam importantes, há que notar duas que se destacam: a de Leon e a de Ada, duas das personagens mais emblemáticas da série (graças a Resident Evil 4).
O gameplay é bastante fluido e, ao contrário do que me costuma acontecer com jogos deste tipo, não fiquei nem uma única vez frustrado com o modo de combate. Penso que a possibilidade de escolher entre usar uma mira comum ou o rasto de laser ajuda bastante pessoas que, como eu, não têm grande coordenação nos polegares.
Os puzzles, especialmente os presentes na campanha de Ada, são realmente estupendos e puxam imenso pela cabeça do jogador criando um equilíbrio no jogo entre combate e exploração.
No entanto, este jogo apresenta também alguns problemas, nomeadamente a nível gráfico. Embora os gráficos sejam soberbos, é possível ver algumas pequenas quebras no framerate e alguns freezes momentâneos, porém, nada que impeça a jogabilidade ou que deixe o jogador frustrado. É também possível notar algumas falhas nos modelos e nas texturas. Ainda assim é um excelente jogo e, claro, uma fantástica entrada nesta série que já conta com 17 anos de existência.
Resident Evil 6 está disponível para Playstation 3, XBox 360 e PC.

segunda-feira, setembro 09, 2013

Prince of Persia: The Sands of Time

Este jogo de 2003 foi um grande mentor para grande parte dos jogos de acção e aventura que jogamos hoje em dia, as suas ideias inovadoras inspiraram séries como God of War e a trilogia Tomb Raider da Crystal Dynamics.
O rei Sharaman da Pérsia atravessa a Índía no caminho para Azad, e com a ajuda do Vizir do Marajá conquista aquele país. Enquanto isso, o filho de Sharaman, conhecido apenas por Prince, luta ao lado do pai pela conquista da Índia, e aventura-se no interior da cidade encontrando uma adaga assim como uma ampulheta, ambas contendo as areias do tempo. Após a conquista da Índia, o Vizir pede a adaga ao Prince em troca do auxilio que deu ao seu povo. Prince, recusa-se a dar a adaga ao Vizir, e é então enganado a usá-la na ampulheta, criando uma tempestade de areia que consome todos o reino e transforma todos os presentes em criaturas horrendas. Todos excepto Prince, o Vizir, e Farrah, a filha do Marajá, pois os três possuíam objectos que anulavam o efeito das areias do tempo. Prince, rapidamente se apercebe do sucedido e decide emendar o seu erro e descobre que com a ajuda da adaga que roubou da cidade é capaz de retroceder um curto período de tempo e emendar erros cometidos. Com a ajuda de Farrah, Prince deve encontrar a ampulheta do tempo e conter dentro dela toda a areia espalhada, antes que seja tarde demais.
The Sands of Time é a 4ª entrada na saga Prince of Persia, e o primeiro capítulo da trilogia d'As Areias do Tempo, e é um reboot de toda a saga.
A mecânica de jogo é bastante simples e intuitiva, o jogo tem 3 géneros de gameplay distintos, o combate, as plataformas, e a resolução de puzzles.
O combate é bastante simples sendo apenas necessário defender e atacar com acrobacias graficamente belas e bem coreografadas, a I.A. é bastante boa, cada inimigo responde a um tipo diferente de ataques e será preciso decorar que ataque é necessário para eliminar determinado inimigo, assim como qual não terá efeito.
É no campo das plataformas que este jogo se torna diferente e inovador. Prince é um exímio atleta e praticante de parkour, o que nos dá a habilidade de correr pelas paredes, saltar distâncias vertiginosas, escalar penhascos, etc. É também aqui que a ideia de retroceder no tempo se torna fundamental, pois muitas vezes um salto mal calculado ou um ataque inesperado durante uma sequência de plataformas resulta numa queda que poderia ser mortal, então, com o toque de um botão podemos retroceder no tempo e mudar o nosso trajecto até estarmos em segurança.
O jogo conta ainda com diferentes puzzles, muito bem feitos e capazes de nos fazer perder horas a pensar o que fazer de seguida.
Grande parte do tempo Prince conta com a companhia de Farrah, controlada por A.I., que por vezes se torna aborrecido, especialmente quando em combate pois temos de estar atentos não só aos inimigos que nos atacam como também aos que atacam Farrah. Farrah por vezes também atrapalha na resolução de puzzles, colocando-se entre Prince e os objectos com os quais tem que interagir. No entanto é bastante agradável a interacção entre os dois, por exemplo quando sem querer Farrah atinge Prince com uma das suas setas, ela pede-lhe desculpa por isso, dando um ar mais realista ao jogo.
Os gráficos são estupendos, especialmente para um jogo de 2003.
O som por vezes desalinha-se com a imagem, o que pode tornar as cutscenes aborrecidas, pois por vezes o som acaba e a imagem continua.
The Sands of Time deu origem a duas sequelas que constituem esta trilogia de Prince of Persia, The Warrior Within foi lançado em 2004, e The Two Thrones em 2005. Foi ainda lançado pela Disney um filme homónimo inspirado neste jogo, com Jake Gyllenhaal no principal papel.
Este jogo foi originalmente lançado para PC, Playstation 2, XBox e Gamecube, mas recebeu uma adaptação em 2D para Gameboy Advance e telemóveis. Em 2010 foi ainda lançada uma versão remasterizada em alta definição para Playstation 3 na PSN, e também com os restantes títulos da trilogia na Prince of Persia HD Collection.

domingo, setembro 01, 2013

Uncharted 2: Among Thieves

A sequela para o jogo que redefiniu o género de acção e aventura foi lançada dois anos após o original, e rapidamente foram notadas as diferenças que fizeram dela um dos melhores jogos para a Playstation 3.
Após ter sido enganado por um antigo colega e levado à prisão por assaltar um museu na Turquia, Nathan Drake é salvo pelo seu amigo Sullivan e uma nova e sedutora aliada, Chloe Frazer. Chloe revela a Nate que a razão pela qual ele havia sido traído por Harry Flynn, um antigo colega, tem ligações com a frota perdida de Marco Polo e a descoberta do caminho para Shambhala, assim como a preciosa pedra Cintamani que reside na cidade. Nate, auxiliado por Chloe e Sullivan decide deter Flynn e o seu patrão, Zoran Lazarevic, um antigo agente especial soviético. Nate tem de deter Lazarevic, antes que este descubra como chegar a Shambhala e encontre a pedra Cintamani. Para tal Nate vai contar com a ajuda de Elena Fisher, que regressa após a anterior aventura.
Nos dois anos que se passaram entre o lançamento do primeiro Uncharted e esta sequela bastante se passou, o sucesso de Drake's Fortune levou a que o trabalho na sequela fosse imediato, colmatando algumas das falhas que o anterior tinha. Tudo tinha que estar perfeito, e foi graças a isso que foi possível o lançamento de um dos melhores jogos de sempre.
A mecânica de jogo é bastante semelhante à do anterior, alterando apenas alguns aspectos que facilitam bastante a vida aos jogadores. É incluído um modo "muito fácil" que para além de tornar as batalhas extremamente mais fáceis ainda auxilia os jogadores mais inexperientes com uma mira auto-lock.
A diversidade de localizações presente neste jogo é tão grande que o aproxima mais a um Tomb Raider, contrariando o anterior que era quase todo passado numa só ilha.
Uma que para mim foi das maiores falhas no primeiro Uncharted foi totalmente eliminada neste segundo jogo, a aparição de inimigos em túmulos supostamente "secretos".
O estilo cinematográfico é bastante mais acentuado neste jogo, com ângulos de câmara ainda mais deslumbrantes assim como um maior detalhe nas texturas.
O jogo inclui também um modo multiplayer com dois modos distintos, o modo competitivo, com os normais tipos de jogo dos fps multiplayer, e o modo cooperativo, onde dois ou três jogadores podem realizar missões em conjunto.
Uncharted 2: Among Thieves é sem dúvida um dos melhores jogos do leque da Playstation 3, comprovado com o título de "jogo do ano de 2009" dado por diversos críticos.
Among Thieves é um exclusivo para a Playstation 3.