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quarta-feira, outubro 28, 2015

Resident Evil Revelations 2

Como já devem ter percebido, Resident Evil é uma das séries "queridinhas" aqui do blog, e a última entrada da série trouxe de volta duas das personagens mais conhecidas da série numa nova e assustadora história que te vai deixar com medo de ter medo.

Claire Redfield e Moira Burton são raptadas e acordam numa estranha ilha onde descobrem ter sido infetadas com um novo vírus. Algum tempo depois Barry Burton chega à ilha em busca da sua filha e encontra uma rapariga chamada Natalia com poderes sobrenaturais.
Não querendo alongar o enredo, devo dizer que este é um dos melhores da série. Passado entre Resident Evil 5 e Resident Evil 6, o regresso de Claire Redfield e Barry Burton foi recebido de braços abertos. A história não é muito complexa, o que dá alguma leveza ao tom sangrento do jogo (e se este jogo é sangrento). Os fãs da série vão ficar satisfeitos com o rumo que a história leva, e com todas as referências a jogos anteriores, especialmente a Resident Evil 5.
O jogo divide-se em quatro episódios principais e dois episódios extra. Os quatro episódios principais dividem-se, na primeira parte jogamos com Claire e Moira, e na segunda com Barry e Natalia. Esta divisão por capítulos dá ritmo à história, semelhante ao que encontramos em séries de televisão e já tinha sido feito em Revelations. A grande diferença foi que Revelations 2 foi lançado por episódios ao longo de 4 semanas, no final foi também lançada uma versão física com todos os episódios da história e extras, assim como todos os fatos e personagens do modo raide.

Graficamente o jogo é fantástico, abandona o estilo extremamente realista de Resident Evil 5, mas fá-lo de maneira consciente. Resident Evil nunca tentou ser realista, afinal trata-se de uma série sobre guerras biológicas e vírus que trazem de volta os mortos, e neste caso os gráficos representam isso. Claro que têm um grande nível de detalhe, as versões para Playstation 4 e Xbox One apresentam texturas cuidadas e modelos aprimorados, mas as versões para Playstation 3 e Xbox 360 não lhes ficam atrás. É um jogo bonito de se ver, mas não vai trazer aquela proximidade à realidade como outros jogos da nova geração tentam fazer. E neste caso, isso é bom.

O gameplay não é frustrante. Pelo menos a maior parte do tempo. O gameplay é semelhante ao de Revelations, e dos jogos mais modernos da série. Podemos controlar quatro personagens: Claire, Moira, Burton e Natalia. E não só as podemos controlar como vamos mesmo ter de as controlar. Embora ao longo do jogo seja claro que Claire e Barry são os verdadeiros protagonistas e Moira e Natalia apenas ajudantes, em diversas situações seremos obrigados a trocar de personagem.
Claire e Barry são os especialistas em armas, e apenas eles as poderão usar, Moira e Natalia usam armas improvisadas e os seus sentidos para se defender.
Moira tem uma lanterna que pode usar para encontrar itens escondidos e cegar os inimigos, e tem também um pé-de-cabra que usa para destrancar arcas, portas e quebrar caixas, pode também usá-lo para acertar em inimigos mas é pouco eficaz. Moira pode ainda usar armas secundárias como garrafas incendiárias ou explosivas.
Já Natalia é bastante diferente. Natalia tem um sexto sentido que lhe permite encontrar inimigos e ver os seus pontos fracos, isto torna-se indispensável durante o jogo para derrotar grande parte dos inimigos, pode também encontrar itens escondidos pelo cenário apontando para eles. Natalia é a grande revelação deste título, não se deixem enganar pela trança e camisa de noite, esta miúda é invencível. Mesmo não podendo usar armas, Natalia não se assusta facilmente, atravessando paredes por pequenos buracos para abrir portas trancadas ou ativar máquinas. Natalia pode ainda usar tijolos espalhados pelos cenários para atacar os inimigos, embora não seja muito eficaz, é algo que em certas situações ajuda imenso.
O jogo tem ainda um sistema de habilidades que podem ser compradas com pontos ganhos ao encontrar jóias ou cumprir pequenos desafios durante a campanha. Desde melhorias dos itens de cura, aumento do poder de fogo das armas secundárias, entre muitas outras habilidades estão disponíveis.
O sistema de modificação de armas está de regresso. As partes de armas podem ser encontradas pelos cenários e depois aplicadas nas bancadas, semelhante ao que acontecia em Revelations.
Uma nova mecânica semelhante à implementada em The Last of Us permite que se criem novos itens de cura e armas secundárias, mas ao contrário do presente em TLoU não são necessárias várias partes para criar um novo item, apenas dois itens são necessários para a criação do novo item. As armas secundárias requerem obrigatoriamente uma garrafa vazia que pode ser combinada com álcool, pólvora, e químicos, enquanto os itens de cura usam ervas, panos e álcool.
Os colecionáveis de Revelations 2 são moedas que Claire e Barry podem destruir, desenhos fotossensíveis que Moira encontra nas paredes, e larvas de insetos que Natalia esmaga com os seus tijolos.
Os episódios extra exploram dois tipos de jogo diferente. Em The Struggle temos um shooter de sobrevivência a hordas de inimigos, enquanto em The Little Miss temos um jogo stealth puro com bastante influência da série Silent Hill. Os episódios extra acrescentam imenso à história principal e não devem ser menosprezados.
Para além do modo história, o modo raide regressa em Revelations 2. Semelhante ao modo The Mercenaries presente em grande parte dos títulos numerados da série principal, o modo raide coloca os jogadores num mapa a combater hordas de inimigos, evoluindo a cada missão completa. O modo de raide tem muitas personagens jogáveis novas, com o regresso de algumas personagens de outros títulos da série. Não é tão aprimorado como o presente em Revelations e faz uso de microtransactions, mas não deixa de ser um bom modo para aumentar o tempo de jogo. Ligando à ResidentEvil.Net tem-se ainda acesso a missões e itens exclusivos.

A qualidade deste jogo passa também pela sua trilha sonora, que se adequa ao clima sangrento da história. O elenco é também ele genial, embora a nova voz de Claire tenha sido alvo de críticas por parte dos fãs da série, a verdade é que a nova voz fez um excelente trabalho ao dar vida a esta Claire mais madura. Destaque também para as vozes de Moira e Natalia que conseguiram tornar as personagens bem reais. O trabalho dos atores neste jogo é fenomenal, pela primeira vez num Resident Evil as falas são ditas da forma certa, nos tempos certos, sem exageros ou gritos desnecessários.

Resident Evil Revelations 2 é um jogo feito para os fãs, e para todos aqueles que gostem de uma boa história, personagens credíveis e, claro, zombies. O próximo filme da série talvez empreste alguns elementos deste jogo, uma vez que o figurino usado por Ali Larter durante as filmagens é igual ao que Claire usa em Revelations 2.

Resident Evil Revelations 2 está disponível para download em formato episódico para Xbox One, PS4, Xbox 360, PS3 e PC, estando também disponível uma versão física com todo o conteúdo para todos estes sistemas. Está disponível também um port para Playstation Vita com todo o conteúdo da versão físca.

quinta-feira, agosto 07, 2014

Resident Evil Revelations

Em 2012 a Capcom tentou trazer o espírito de survival horror que caracterizou os 4 primeiros jogos da série. No entanto os elementos de acção dos títulos mais recentes também não foram deixados de fora neste que foi um título marcante para a Nintendo 3DS.
Chris desapareceu enquanto procurava informações sobre a Veltro, uma organização terrorista responsável pelo ataque à cidade flutuante de Terragrigia. A BSAA descobre o seu paradeiro algures no mar mediterrâneo e Jill e o seu novo parceiro, Parker, são enviados em para o resgatar. Ao chegarem a um luxuoso barco à deriva no meio do mediterrâneo, Jill e Parker descobrem que há mais por trás do desaparecimento de Chris e desta organização.
Revelations é um jogo do tipo survival horror com alguns elementos de acção, e conta com uma campanha exclusiva em single player. Em grande parte do jogo iremos controlar Jill Valentine, um dos mais conhecidos rostos da série, mas há também 3 outras personagens controláveis, são elas Chris, Parker e Keith.
O jogo foi originalmente concebido como um spin off da série mãe, embora seja canon, uma vez que se passa entre Resident Evil 4 e o DLC Lost in Nightmares de Resident Evil 5.
O jogo desenrola-se como uma série de televisão dividido em capítulos, o que ajuda na mudança de cenários, personagens e linhas de tempo. A história é interessante e encaixa bem com os restantes títulos da série, no entanto consegue ser um pouco confusa devido à quantidade de informação presente nas cutscenes.
O gameplay é semelhante aos presentes nos restantes títulos da série, num estilo terceira pessoa com câmara por cima do ombro. É possível alternar entre terceira e primeira pessoa.
Uma das grandes novidades deste jogo é o regresso de elementos que tornaram os primeiros jogos da séries tão icónicos, a escassez de munição, os puzzles, a exploração, e o sentimento de perigo eminente que se vive ao longo do jogo.
O gameplay com Jill é o melhor de todos os disponíveis no jogo, pois é mais focado na exploração e no survival horror (nas cenas com Chris, Parker e Keith, a munição não é tão escassa). Para desfrutar ainda mais deste espírito de exploração foi introduzida uma nova ferramenta, o Genesis Scanner, que deve ser usado para encontrar itens escondidos no cenário e também para avaliar inimigos.
Os inimigos desta vez não são exactamente zombies, mas sim infectados pelo novo vírus da trama, o T-Abyss. O T-Abyss provoca mutações nos seres vivos que entram em contacto com ele, tornando-os Oozes. Os Oozes são inspirados em criaturas marinhas uma vez que o vírus que os infecta provém das profundezas do oceano. Estão também presentes alguns inimigos já conhecidos da série, como os B.O.W.s Hunters.
Entre as novidades introduzidas no jogo estão também a capacidade de nadar, e a possibilidade de customizar as armas através de peças especiais espalhadas pelo Queen Zenobia, o navio que serve de palco principal da trama.
O jogo conta ainda com um novo modo, o modo Raid, focado no combate e que conta com um modo multiplayer. No modo Raid iremos visitar alguns dos cenários do jogo derrotando criaturas para ganhar pontos.
O sucesso do jogo fez com que a Capcom o adicionasse à história principal da série, e fez também com que um port para as consolas de sala e PC fosse lançado em 2013, com novos inimigos, nova colocação de inimigos e itens, e um novo nível de dificuldade.
Resident Evil Revelations é um título a não perder para todos aqueles que sentem que a série perdeu o seu encanto. Não se irão desiludir.
Disponível para Nintendo 3DS (aconselha-se a utilização do periférico circle pad), X-Box 360, Wii U, Playstation 3 e PC.

sábado, fevereiro 01, 2014

Tomb Raider Legend

Após o fracasso de Angel of Darkness a CORE Design perdeu os direitos da saga Tomb Raider, porém a sua produtora Eidos não estava disposta a largar de vez uma das suas séries mais famosas, entregando-o assim à Crystal Dynamics que em 2006 nos trouxe uma nova aventura da arqueóloga Lara Croft.
Em Tomb Raider Legend, Lara, após sofrer um acidente de avião que levou ao trágico desaparecimento da sua mãe quando tinha apenas 8 anos, vive com a memória do acidente e da causa do desaparecimento da sua mãe. Descobre então, na Bolívia, um artefacto de pedra semelhante ao que levou ao desaparecimento da sua mãe. Percebe então que existem diversos daqueles artefactos em todo o mundo, mas rapidamente descobre que não é a única em busca destes artefactos. Amanda Evert, uma antiga amiga de Lara que julgava estar morta também procura Excalibur, a mítica espada do rei Artur para activar o artefacto e ir para Avalon.
Tomb Raider Legend foi uma lufada de ar fresco na série. Lara estava de volta, e melhor que nunca. Os túmulos e artefactos antigos estavam de volta (embora também incluísse alguns cenários mais modernos, como a Tokyo moderna).
Os controlos estavam completamente redesenhados para a utilização de analógicos, o que tornava o movimento de Lara muito mais fluido que nos títulos anteriores. Havia também a inclusão de acrobacias para escapar dos ataques de inimigos, Lara podia rebolar pelo cenário enquanto mirava, saltar por cima dos inimigos activando uma sequência em câmara lenta que ajudava a disparar com mais precisão.
O jogo contava também com quick time events (QTE), também uma novidade na série.
Desta vez Lara contava com a companhia e ajuda de Zip (que tinha aparecido anteriormente em Tomb Raider Chronicles) e de Allister, que tornam o jogo mais dinâmico conversando com Lara através de um auricular, e ajudam também a perceber melhor a história dando alguns dados extra.
Os segredos estavam também de volta, divididos entre bronze, comuns e fáceis de encontrar, prata, mais raros e escondidos, mais ainda assim fáceis de encontrar, e ouro, apenas um por nível e que por norma implica um puzzle especial só para o alcançar.
O arsenal de Lara estava também alterado. As duas pistolas regressaram, mas a quantidade de armas secundárias foi reduzido para apenas uma, que se poderia alterar conforme as armas deixadas para trás pelos inimigos. O arsenal de Lara incluía agora também um gacho magnético que permitia atravessar grandes distâncias e puxar objectos metálicos, uma lanterna (PersonalLightSource) para iluminar os cenários mais escuros, e um PDA com dados sobre os objectivos da missão, o arsenal de Lara, as missões anteriores, etc.
A Mansão de Lara estava também de volta. Desta vez a mansão era inspirada na apresentada no primeiro filme da série, e contava com ainda mais recantos para explorar.
O jogo contava com o maior número de fatos alguma vez presente num Tomb Raider, para além dos fatos presentes em cada um dos níveis, coleccionar segredos desbloqueava novos fatos que poderiam ser usados na mansão de Lara, ou ao repetir os níveis.
No entanto Tomb Raider Legend foi criticado pela sua duração, que contava com apenas 8 níveis e com um tempo de jogo em torno das 5 horas, uma duração bastante curta.
Tomb Raider Legend é o primeiro título da trilogia Tomb Raider criada pela Crystal Dynamics e está disponível para XBox, XBox360, Playstation 2, Playstation Portable, Playstation 3 (como parte da Tomb Raider Trilogy HD), PC, GameCube, Gameboy Advance, Nintendo DS, e telemóveis.

segunda-feira, dezembro 23, 2013

Resumo de 2013

2013 foi um excelente ano no que toca a jogos. O início da grande guerra da nova geração e muitos dos melhores títulos de sempre para a geração anterior deixaram este ano no mapa cronológico do mundo dos videojogos. Mas sem mais demoras vamos rever o que de melhor houve em 2013.

DmC: Devil May Cry
O reboot de uma das séries mais famosas da Capcom traz um novo Dante, uma nova história, mas mantém o mesmo estilo de jogo frenético e viciante dos títulos anteriores.

Temple Run 2
Nesta sequela para o popular jogo para dispositivos móveis os jogadores continuam a corrida com novos movimentos e novos cenários.

Ni No Kuni: Wrath of the White Witch
Este espectacular JRPG mantém as características tão adoradas deste género num estilo cell-shading completamente deslumbrante.

Metal Gear Rising: Revengeance
Este spin-off da popular série da Konami apresenta um novo estilo de jogo diferente da sua série mãe, mas também absolutamente viciante.

Tomb Raider
Mais um reboot que nos traz uma nova Lara e uma nova história, tornou-se imediatamente um dos melhores jogos da série.

BioShock Infinite
A terceira entrada da série BioShock muda completamente o cenário dos jogos anteriores mantendo o mesmo estilo de jogo.


Injustice: Gods Among Us
Das mentes que nos trouxeram Mortal Kombat 9 chega-nos este jogo de luta completamente brutal.

Animal Crossing: New Leaf
Mais uma entrada nesta divertida e viciante série que nos oferece horas de entretenimento.

Disney Infinity
Um jogo que integra figuras reais de personagens do universo Disney num videojogo com um mundo aberto bastante customizável.

Beyond: Two Souls
A nova aventura da Quantic Dreams, com um elenco de luxo com as vozes (e imagem) de Ellen Page e Willem Dafoe.

E por último, aquele que, para mim, foi o jogo do ano de 2013:

The Last of Us
O mais recente jogo da Naughty Dog (criadora de séries como Crash Bandicoot e Uncharted). Num mundo pós-apocalíptico um homem deve atravessar uns Estados Unidos da América infestados de infectados, para levar uma jovem que pode ser a cura para a epidemia que domina o mundo.

Menção honrosa:

Playstation 4
A nova e promissora consola da Sony venceu o primeiro round da batalha contra a X-Box One mostrando-se mais barata e com menos restrições de jogo.

quinta-feira, dezembro 12, 2013

Resident Evil 6

Aquele que prometia ser o título mais ambicioso da Capcom trouxe-nos um regresso às origens da série.
Um novo vírus, o C-Virus, é espalhado. O presidente dos Estados Unidos da América está morto e a área de infecção do vírus ameaça alastrar-se ao mundo inteiro. Cabe a Leon S. Kennedy, Chris Redfield e Jake Muller travar a epidemia. Serão eles capazes de o fazer?
Resident Evil 6 foi buscar aos primórdios da série aquilo que a tornou única: Zombies.
Dividido em 4 campanhas individuais que se interligam entre si, este jogo traz diferentes abordagens de gameplay, procurando atrair diferentes tipos de jogadores.
As três principais campanhas são as de Leon e Helena, Chris e Piers, e Jake e Sherry, que correspondem a Survival Horror, Action Horror e Shoot & Run, respectivamente.Adicionalmente temos também uma outra campanha, a de Ada Wong, que inicialmente apenas era desbloqueada após completar as restantes, no entanto após o lançamento de um patch gratuito pela Capcom, esta campanha passou a estar disponível desde início. Uma campanha baseada numa abordagem mais Stealth.
Embora tenha sido criticado por não oferecer a abordagem "survival horror" dos primeiros jogos da série, Resident Evil 6, é uma homenagem a esses mesmos jogos, quer na escolha das personagens presentes, quer no próprio ambiente do jogo. Por momentos, ao jogar a campanha de Leon somos recordados com um sentimento nostálgico de Racoon City de Resident Evil 2 e Resident Evil 3: Nemesis.
Embora todas as campanhas sejam importantes, há que notar duas que se destacam: a de Leon e a de Ada, duas das personagens mais emblemáticas da série (graças a Resident Evil 4).
O gameplay é bastante fluido e, ao contrário do que me costuma acontecer com jogos deste tipo, não fiquei nem uma única vez frustrado com o modo de combate. Penso que a possibilidade de escolher entre usar uma mira comum ou o rasto de laser ajuda bastante pessoas que, como eu, não têm grande coordenação nos polegares.
Os puzzles, especialmente os presentes na campanha de Ada, são realmente estupendos e puxam imenso pela cabeça do jogador criando um equilíbrio no jogo entre combate e exploração.
No entanto, este jogo apresenta também alguns problemas, nomeadamente a nível gráfico. Embora os gráficos sejam soberbos, é possível ver algumas pequenas quebras no framerate e alguns freezes momentâneos, porém, nada que impeça a jogabilidade ou que deixe o jogador frustrado. É também possível notar algumas falhas nos modelos e nas texturas. Ainda assim é um excelente jogo e, claro, uma fantástica entrada nesta série que já conta com 17 anos de existência.
Resident Evil 6 está disponível para Playstation 3, XBox 360 e PC.

segunda-feira, setembro 09, 2013

Prince of Persia: The Sands of Time

Este jogo de 2003 foi um grande mentor para grande parte dos jogos de acção e aventura que jogamos hoje em dia, as suas ideias inovadoras inspiraram séries como God of War e a trilogia Tomb Raider da Crystal Dynamics.
O rei Sharaman da Pérsia atravessa a Índía no caminho para Azad, e com a ajuda do Vizir do Marajá conquista aquele país. Enquanto isso, o filho de Sharaman, conhecido apenas por Prince, luta ao lado do pai pela conquista da Índia, e aventura-se no interior da cidade encontrando uma adaga assim como uma ampulheta, ambas contendo as areias do tempo. Após a conquista da Índia, o Vizir pede a adaga ao Prince em troca do auxilio que deu ao seu povo. Prince, recusa-se a dar a adaga ao Vizir, e é então enganado a usá-la na ampulheta, criando uma tempestade de areia que consome todos o reino e transforma todos os presentes em criaturas horrendas. Todos excepto Prince, o Vizir, e Farrah, a filha do Marajá, pois os três possuíam objectos que anulavam o efeito das areias do tempo. Prince, rapidamente se apercebe do sucedido e decide emendar o seu erro e descobre que com a ajuda da adaga que roubou da cidade é capaz de retroceder um curto período de tempo e emendar erros cometidos. Com a ajuda de Farrah, Prince deve encontrar a ampulheta do tempo e conter dentro dela toda a areia espalhada, antes que seja tarde demais.
The Sands of Time é a 4ª entrada na saga Prince of Persia, e o primeiro capítulo da trilogia d'As Areias do Tempo, e é um reboot de toda a saga.
A mecânica de jogo é bastante simples e intuitiva, o jogo tem 3 géneros de gameplay distintos, o combate, as plataformas, e a resolução de puzzles.
O combate é bastante simples sendo apenas necessário defender e atacar com acrobacias graficamente belas e bem coreografadas, a I.A. é bastante boa, cada inimigo responde a um tipo diferente de ataques e será preciso decorar que ataque é necessário para eliminar determinado inimigo, assim como qual não terá efeito.
É no campo das plataformas que este jogo se torna diferente e inovador. Prince é um exímio atleta e praticante de parkour, o que nos dá a habilidade de correr pelas paredes, saltar distâncias vertiginosas, escalar penhascos, etc. É também aqui que a ideia de retroceder no tempo se torna fundamental, pois muitas vezes um salto mal calculado ou um ataque inesperado durante uma sequência de plataformas resulta numa queda que poderia ser mortal, então, com o toque de um botão podemos retroceder no tempo e mudar o nosso trajecto até estarmos em segurança.
O jogo conta ainda com diferentes puzzles, muito bem feitos e capazes de nos fazer perder horas a pensar o que fazer de seguida.
Grande parte do tempo Prince conta com a companhia de Farrah, controlada por A.I., que por vezes se torna aborrecido, especialmente quando em combate pois temos de estar atentos não só aos inimigos que nos atacam como também aos que atacam Farrah. Farrah por vezes também atrapalha na resolução de puzzles, colocando-se entre Prince e os objectos com os quais tem que interagir. No entanto é bastante agradável a interacção entre os dois, por exemplo quando sem querer Farrah atinge Prince com uma das suas setas, ela pede-lhe desculpa por isso, dando um ar mais realista ao jogo.
Os gráficos são estupendos, especialmente para um jogo de 2003.
O som por vezes desalinha-se com a imagem, o que pode tornar as cutscenes aborrecidas, pois por vezes o som acaba e a imagem continua.
The Sands of Time deu origem a duas sequelas que constituem esta trilogia de Prince of Persia, The Warrior Within foi lançado em 2004, e The Two Thrones em 2005. Foi ainda lançado pela Disney um filme homónimo inspirado neste jogo, com Jake Gyllenhaal no principal papel.
Este jogo foi originalmente lançado para PC, Playstation 2, XBox e Gamecube, mas recebeu uma adaptação em 2D para Gameboy Advance e telemóveis. Em 2010 foi ainda lançada uma versão remasterizada em alta definição para Playstation 3 na PSN, e também com os restantes títulos da trilogia na Prince of Persia HD Collection.

domingo, setembro 01, 2013

Uncharted 2: Among Thieves

A sequela para o jogo que redefiniu o género de acção e aventura foi lançada dois anos após o original, e rapidamente foram notadas as diferenças que fizeram dela um dos melhores jogos para a Playstation 3.
Após ter sido enganado por um antigo colega e levado à prisão por assaltar um museu na Turquia, Nathan Drake é salvo pelo seu amigo Sullivan e uma nova e sedutora aliada, Chloe Frazer. Chloe revela a Nate que a razão pela qual ele havia sido traído por Harry Flynn, um antigo colega, tem ligações com a frota perdida de Marco Polo e a descoberta do caminho para Shambhala, assim como a preciosa pedra Cintamani que reside na cidade. Nate, auxiliado por Chloe e Sullivan decide deter Flynn e o seu patrão, Zoran Lazarevic, um antigo agente especial soviético. Nate tem de deter Lazarevic, antes que este descubra como chegar a Shambhala e encontre a pedra Cintamani. Para tal Nate vai contar com a ajuda de Elena Fisher, que regressa após a anterior aventura.
Nos dois anos que se passaram entre o lançamento do primeiro Uncharted e esta sequela bastante se passou, o sucesso de Drake's Fortune levou a que o trabalho na sequela fosse imediato, colmatando algumas das falhas que o anterior tinha. Tudo tinha que estar perfeito, e foi graças a isso que foi possível o lançamento de um dos melhores jogos de sempre.
A mecânica de jogo é bastante semelhante à do anterior, alterando apenas alguns aspectos que facilitam bastante a vida aos jogadores. É incluído um modo "muito fácil" que para além de tornar as batalhas extremamente mais fáceis ainda auxilia os jogadores mais inexperientes com uma mira auto-lock.
A diversidade de localizações presente neste jogo é tão grande que o aproxima mais a um Tomb Raider, contrariando o anterior que era quase todo passado numa só ilha.
Uma que para mim foi das maiores falhas no primeiro Uncharted foi totalmente eliminada neste segundo jogo, a aparição de inimigos em túmulos supostamente "secretos".
O estilo cinematográfico é bastante mais acentuado neste jogo, com ângulos de câmara ainda mais deslumbrantes assim como um maior detalhe nas texturas.
O jogo inclui também um modo multiplayer com dois modos distintos, o modo competitivo, com os normais tipos de jogo dos fps multiplayer, e o modo cooperativo, onde dois ou três jogadores podem realizar missões em conjunto.
Uncharted 2: Among Thieves é sem dúvida um dos melhores jogos do leque da Playstation 3, comprovado com o título de "jogo do ano de 2009" dado por diversos críticos.
Among Thieves é um exclusivo para a Playstation 3.

sábado, agosto 31, 2013

God of War


Todas as séries têm o seu início, e claramente é visível uma evolução desde esse início até agora. God of War é um excelente exemplo de como uma série pode evoluir de algo tão mau para algo bom.
Kratos, o fantasma de esparta, assombrado pelas visões do dia em que matou a sua família aceita cumprir uma ultima tarefa como servo dos deuses do Olimpo: derrotar Ares. Porém, um simples mortal não consegue matar um deus por si só, para isso ele conta com a ajuda de outros deuses do Olimpo que lhe concedem não só armas, como o guiam até à caixa de Pandora, a única arma capaz de ajudar Kratos a derrotar Ares.

God of War é possivelmente um dos piores jogos que eu já joguei na vida.
Não me entendam mal, o a história e visual de jogo são simplesmente geniais, no entanto os controlos são tão frustrantes que diversas vezes tive que desligar a consola antes que fosse ela a sofrer por culpa do jogo.
A culpa de achar este jogo tão mau até pode ser minha, pois uma vez que joguei sequelas e prequelas deste jogo antes de jogar o próprio, já ia com uma ideia pré concebida quando o fui jogar, uma ideia que tornou um suplício terminar este jogo.
Os controlos são tão rígidos que ao lado deste jogo a Lara Croft do primeiro Tomb Raider parece mover-se com tanta agilidade e graciosidade como a do último. Agora a sério, os controlos são simplesmente infernais, e por vezes fazem com que uma fase que deveria demorar 5 minutos a ser passada leve dias. Sim dias. Relembro-me claramente de uma fase na qual temos que nos equilibrar numas vigas ao mesmo tempo que evitamos ser atingidos por gigantescas lâminas rotatórias, esta fase em particular é a razão pela qual eu nunca vou voltar a jogar este jogo, é tão difícil, tão absurdamente difícil, que não vale a pena. Simplesmente não vale a pena.
A ideia de uma câmara fixa também é bastante frustrante, mas não tão frustrante quanto o facto de o analógico direito do dualshock (aquele que por norma controla a câmara em praticamente TODOS os jogos) ser usado para desviar dos inimigos. É tão frustrante quando sem querer mexemos naquele analógico porque queríamos mudar o ângulo da câmara e rebolamos para debaixo de um inimigo ansioso por nos atacar, que realmente faz-me questionar como é que este jogo conseguiu receber uma sequela.
E é aqui que entram as partes boas. A história de vingança no Olimpo é absolutamente bem escrita, envolve-nos no jogo (a grande razão pela qual eu me forcei a terminar este jogo) e deixa-nos boquiabertos a cada novo elemento introduzido.
O visual e a escala deste jogo, são também eles brilhantes. Penso que já se tornou uma imagem de marca nesta série um boss colossal logo nos primeiros minutos de jogo, e este foi o início dessa imagem de marca.
O combate, como já havia dito anteriormente quando analisei God of War: Chains of Olympus, é intuitivo e fluido.
No geral God of War é um jogo que apenas vale a pena ser jogado por quem realmente está interessado na história da série e quer jogar todos os jogos, de outra forma é um jogo completamente frustrante e que vai enervar mais do que relaxar. Felizmente todas as suas sequelas colmatam os erros cometidos neste jogo, daí ser uma das maiores e melhores sagas
Disponível originalmente para a Playstation 2, God of War está também disponível para a Playstation 3 através da PSN, ou juntamente com a sua sequela God of War II na God of War Collection, ou na colecção completa God of War Saga

sexta-feira, agosto 30, 2013

Nintendo 2DS

A nova consola da Nintendo gerou um misto de emoções entre os jogadores. O retrocesso tecnológico e a ausência do formato concha que caracterizava a DS são as principais queixas até ao momento, mas será esta consola capaz de encontrar o seu lugar junto das suas irmãs da família DS?
A ideia na criação da nova 2DS foi a dinamização do leque de jogadores, uma consola mais barata e compatível com todos os jogos da 3DS e mais de 2000 jogos da DS é bastante apelativa. E é aqui que entra o novo design. O design em concha tornaria os custos mais elevados do que o novo design plano, assim podemos ter uma consola compatível com os jogos da 3DS por apenas 130€, ou seja 19.90€ menos que uma DSi, um modelo bastante anterior. Retirar os ecrâs compatíveis com 3D ajudou também a reduzir drasticamente os custos da consola, e uma vez que grande parte dos jogadores não usavam a função 3D, é algo vantajoso.
Outra das diferenças na nova 2DS é o facto de não haver um botão que controle se a ligação wi-fi está ligada ou não, como estava presente nas consolas anteriores. Apesar de poder ser ligada e desligada pelo software, a ligação wi-fi estará, por predefinição, sempre ligada, o que pode resultar num período de duração de bateria mais reduzido que nas restantes portáteis da Nintendo.
No geral a Nintendo 2DS é actualmente a consola mais barata da família DS e possívelmente irá ser um sucesso de vendas, especialmente em quem apenas quer desfrutar dos jogos, não se preocupando com o design da consola.

domingo, julho 28, 2013

Antevisão: Beyond: Two Souls

A nova aposta da Quantic Dream segue a linha de jogo dos anteriores títulos da produtora francesa, sendo um jogo bastante virado para a narrativa e não para o gameplay, tornando-se quase um filme interactivo.
Beyond: Two Souls conta a história de Jodie, uma rapariga com poderes sobrenaturais, e Aiden, uma entidade com a qual apenas Jodie consegue comunicar, ao longo de 15 anos da vida desta.
As informações sobre a história são escassas, mas é normal, especialmente num jogo tão focado na história como este.
A Quantic Dream tem-nos habituado a filmes interactivos desde 2005 com o lançamento de Fahrenheit (lançado na América do norte como Indigo Prophecy) um thriller psicológico que usava ângulos de câmara, divisões da imagem no ecrã, e controlos minimalistas para dar ao jogador uma experiência cinematográfica na qual pudesse participar de maneira simples. Cinco anos depois, em 2010, é lançado o aclamado Heavy Rain, totalmente gravado com motion capture, este jogo aproximava-se ainda mais de um filme interactivo, com ainda menos controlo sobre as personagens e, ao mesmo tempo, uma quase liberdade total na escolha dos movimentos destas.
E então o que esperar de Beyond: Two Souls? Um excelente jogo, completamente gravado com captura de movimento, um elenco excepcional, do qual fazem parte nomes como Ellen Page e William Dafoe, e uma história capaz de prender qualquer amante de cinema. Uma experiência que se espera ser melhor que a do aclamado Heavy Rain.
Disponível a partir de 11 de Outubro, em exclusivo para a Playstation 3.

sábado, julho 06, 2013

Uncharted: Drake's Fortune

UDFps3US-PKGmech02_mbA série Uncharted é já bem conhecida do público, o seu estilo de ação e aventura com grandiosos segmentos de plataformas assentes numa história bem escrita e focada nas personagens tornou-o uma das imagens de marca da Playstation 3.

O aventureiro Nathan Drake procura o místico El Dorado usando o diário do seu antepassado, o explorador Francis Drake. Embora Drake não esteja sozinho nesta aventura, rapidamente descobre que não é o único atrás dos segredos de El Dorado. Será Drake capaz de o encontrar primeiro e evitar que este caia nas mãos erradas?

UDF1Uncharted é claramente inspirado em séries de aventura arqueológica como Indiana Jones e Tomb Raider, trazendo pela um estilo bastante cinemático para os videojogos, com novos ângulos de câmara, reviravoltas na história, e um ritmo acelerado que nos envolve do início ao fim.
Os segmentos de plataformas são absolutamente estupendos, com um toque “especial” com o uso da função sixaxis do comando da Playstation 3, algo que só pode ser encontrado em exclusivos PS3.
O combate é também uma aposta forte, com uma visão semelhante à usada em Resident Evil 4, uma perspectiva por cima do ombro com um total controle da mira.

UDF2No entanto, nem só de coisas boas se faz Uncharted.
Embora a ação e combate sejam uma vertente importante no gameplay, por vezes é claramente forçado, por diversas vezes, após resolvermos um exigente puzzle e descoberto uma nova área inexplorada somos inundados por um enxame de inimigos que vá-se-lá saber como chegaram ali exatamente ao mesmo tempo que nós.
UDF3Outro ponto negativo é quando, já perto do final, somos abordados por um novo inimigo que nos traz algumas memórias de uma certa série de survival horror bem conhecida… No entanto a busca de inspiração em outros tipos de jogos é normal, e serve para chamar novos jogadores de todos os estilos.

Duas sequelas individuais foram lançadas, Uncharted 2: Among Thieves (2009) e Uncharted 3: Drake’s Deception (2011), assim como uma prequela para a PSVita, Uncharted: Golden Abyss (2012).

Uncharted foi lançado em 2007 e é um exclusivo Playstation 3, e um jogo obrigatório para os fãs de acção, aventura e plataformas.